sexta-feira, julho 21, 2006

Apetecia-me estar aqui


Apetecia-me estar aqui. Onde quer que isto seja.
Gostei desta fotografia e decidi pô-la aqui.

Não tenho feito grande coisa este mês mas estou bastante cansada. Como alguém diria "fazer nada, cansa!" E muito!
Espanhol de manhã e à tarde.........ronha. Penso em ir à praia mas depois a ideia de uma fila até ao outro lado e de meia hora para estacionar o carro deixa-me sem forças. Volto-me para o lado e adormeço ou perco-me nas linhas de um livro para o qual há muito tempo não tinha tempo nem paciência.

E assim vai o Verão...
No mês que vem vou estagiar para uma rádio em Castelo Branco. Espero que corra tudo bem e que aprenda bastante mas parece-me que vai ser dificil trabalhar o dia todo...agora nao faço grande coisa e estou cansada!

Enfim, boas férias para todos ;)

quarta-feira, julho 12, 2006

Zidane e as injustiças do mundo...

Porque é que quando o Zidane agride um jogador a questão é: o que o jogador lhe terá dito?
Qunado o Figo quase o fez e o Cristiano Ronaldo agrediu um jogador foi só dizer que não tinham fair play, ninguém falou no que os outros jogadores lhe poderiam ter dito ou feito!
Mas quando é com o Zidane, o que interessa é o que o outro disse. Sim, porque o Zidane desculpa-se, coitadinho, chamaram-lhe alguma coisa...
Os portugueses já não, dão cabeçadas e encontrões porque lhe apetece...devem ser malucos mas o Zidane, coitadinho...

Isto a mim parece-me nojento!!!!!!!!!!!!!!

Quero lá saber o que o outro disse ao Zidane! Agressões não se fazem, independentemente do que acontecer. Zidane em campo está a trabalhar e sabe que não pode ter atitudes destas. Isso não dá o direito aos jogadores de dizerem tudo o que puderem mas sabem que não podem agredir os outros jogadores.

Uma mancha numa bonita carreira.
Uma despedida que podia ter sido diferente...quiçá a erguer a taça de campeão do mundo!

Mas é assim, quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga, já dizia o nosso António Variações...

sábado, julho 08, 2006

Português, espanhol, portunhol...

Comecei este mês a aprender espanhol. Se vou estudar para Espanha, convém saber já umas coisitas para que "nuestros hermanos" compreendam qualquer coisita do que eu digo.

Possivel explicação para que os espanhóis não nos entendam e para nós os conseguirmos entender:
Eles não têm acesso a nada em português: os livros são traduzidos, os filmes dobrados e a música portuguesa não é muito conhecida por lá.
Nós vemos filmes espanhóis com legendas (sempre apreendemos qualquer coisa) e ouvimos música em espanhol (seja de espanhóis ou de latino-americanos).

Coisas interessantes do espanhol /português:
espantoso significa horrivel em espanhol.
esquisito significa muito bom.

O Portunhol já era! Ou vai ser a língua de futuro da Peninsula Ibérica?
Agora está na moda em Espanha, principalmente em Madrid, aprender português. Por causa das relações comerciais. Aqui, cada vez mais é necessário o espanhol para concorrer a um emprego.

Hasta la Vista!

segunda-feira, junho 26, 2006

Vida de Estudante

No meio dos livros, ando perdida. É frequências para fazer, trabalhos para entregar, diário individual (para inventar!) pensar em exames possiveis................
Enfim, a vida está dificil.............e por isso os posts escasseiam.

Mas isto vai melhorar! ............. o mais rápido possivel!

quinta-feira, junho 01, 2006

A 3 de Maio este blog fez um ano


É um blog com pouca actividade mas não deixa de estar de parabéns. Parabéns com um mês de atraso mas....ainda assim de Parabéns

quarta-feira, maio 10, 2006

F de Falsidade


É triste quando aquele que julgavas amigo, afinal te mostra que não o é.

É triste quando esperas algo de alguém e quando realmente precisas............tudo era ilusão.

Não sei como algumas pessoas conseguem ser tão falsas.....mas são-no, e com o maior descaramento.

Mas...............talvez tudo seja falso e nós andemos a enganar-nos a nós próprios. A representar falsos papéis, a viver falsos momentos...

Falsidade é algo muito feio. Mais vale mostrar-se logo o que se é. O parecer não chega!

Erasmus...............em Valladolid

Pois é. Desta não estava à espera.
Só me candidatei para Barcelona e....não entrei.
Depois percebi a burrice e resolvi ficar com umas das vagas sobrantes. Neste caso, na Universidad Europea Miguel de Cervantes.

Será que realmente vou?
É uma experiência muito boa. Mas o meu objectivo principal é fazer as cadeiras que me interessam.

A ver vamos..............

quarta-feira, abril 19, 2006

Erasmus

Fazer ou não fazer: eis a questão!

É bom. É uma experiência interessante. Aprende-se muito. Pode fazer-se coisas diferentes. Temos outras disciplinas lá fora. Se fizesse seria em Barcelona e há a possibilidade de um mini estágio por lá num canal de televisão ...

É caro. Será que compensa?6 meses longe, partilhar uma casa que pode ter poucas condições...

Enfim, não sei que faça!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, abril 05, 2006

F de Falta


A falta que tu me fazes.
A falta que me faz quem partiu.

A falta que me faz a ilusão. E mesmo assim sonho, mas com os pés colados ao chão.
A falta que me faz a imagem de quem eu admirava e que a vida me mostrou ser pior do que outras pessoas das quais eu não gostava. Desilusão.

A falta do que não tenho. A falta do que eu não sei o que é mas mesmo assim me faz falta. Porque às vezes há um vazio.........um vazio que nos torna nada e nos faz querer tudo, um tudo que nem nós sabemos o que é.

As faltas que cometo com os outros e que os outros cometem comigo.

Porque falta pode ser muita coisa.
Porque eu não gosto de estar em falta nem que estejam em falta comigo. Sou apologista do "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti".

Falta tempo e falta vontade.
Falta tudo e não falta nada.

Porque sempre faltará qualquer coisa.
O Homem vive de sonhos, se um dia conseguir acabá-los, estará morto.

"É o sonho que comanda a vida".

segunda-feira, abril 03, 2006

Hoje apetece-me...

Hoje apetece-me falar de tudo e de nada.
Falar do tempo, da lua e do sol, de um mundo sem sofrimento e de injustiças...apetece-me fugir!

Hoje apetece-me sorrir e correr pela praia com a liberdade de uma criança. Apetece-me voltar a ser criança e deixar tudo o que me preocupa de lado.

Apetece-me cantar, dançar, correr e partir...para onde? não sei! Apetece-me sair daqui.

Hoje apetece-me ser feliz.

Mas a realidade não é um filme e a vida pode ser mais cruel do que um filme de terror. Ou não... Certo é que não é um mar de rosas. Para ninguém. Lamentamo-nos mas haverá sempre alguém ao nosso lado que ainda terá mais razões para se lamentar.
Isso não significa que os nossos problemas não sejam grandes ou importantes. São, mas haverá outros que ainda serão maiores. E, apesar de tudo, temos que conseguir levantar-nos e sorrir. Dar força a quem precisa e lembramo-nos que afinal, podia ser pior...

Só que às vezes, na penumbra da noite, as forças fogem-nos e os nossos problemas tornam-se monstros instransponiveis...

Hoje apetece-me deixar tudo e ser livre............mas depois lembro-me que ninguém o consegue totalmente...
Enfim, é a vida! Por pior que ela seja, é o melhor coisa que temos...sem ela, nada é possível!

quarta-feira, março 22, 2006

Hoje é o dia Mundial da Água

Porque a água é muito importante. A água "é o petróleo do séc. XXI". Há já quem vaticine futuras guerras devido à água.

Mas, apesar de todos sabermos destes factos, nem todos se consciencializaram ainda de que a água (doce) é um recurso que um dia vai acabar. E talvez acabe mais depressa do que se pensa porque os consumidores não estão a racionalizar, apesar de todas as campanhas para o efeito.

Aqui ficam alguns conselhos retirados de: http://www.esec-alfredo-silva.rcts.pt/pouparagua.htm

Poupar água é não desperdiçar água nos consumos inúteis a que muitos se foram habituando ao longo dos anos. Para poupar, consumindo apenas a quantidade que realmente se necessita na actividade diária, é essencial corrigir os maus hábitos.
Reveja toda a canalização doméstica por forma a que se evitem perdas nas torneiras, nos autoclismos, nos esquentadores, nas máquinas e nas junções.

Na casa de banho:
Em cada descarga do autoclismo gasta-se 10 a 15 litros de água ( corresponde à água que um habitante das regiões semiáridas de África gasta por dia). Utilize-o apenas quando for necessário.
Opte por um autoclismo de baixa capacidade ou de dupla dose e diminua o volume de descarga do autoclismo colocando uma garrafa cheia de água ou areia no depósito do autoclismo.
Evite os banhos de imersão e, ao tomar duche, molhe-se e feche a água enquanto se ensaboa. Não demore muito tempo no chuveiro.

Prefira o duche ao banho de imersão, pois poupa água e é mais higiénico: num banho de imersão gasta cerca de 200 litros de água; num duche, se demorar apenas 5 minutos, gasta 20 litros. Não deixe a água a correr enquanto se ensaboa.
Utilize chuveiros de baixo caudal e fluxo turbulento, assim como compressores nas torneiras, evitando gastos desnecessários de água;

Nas suas lavagens de higiene pessoal, tape o buraco de saída da bacia e encha-a apenas com a água indispensável. Ao lavar as mãos , se deixar a torneira aberta poderá gastar 2 a 18 litros.

Não deixe a água a correr enquanto estiver a lavar os dentes. Assim, poupará 10, 20 ou mesmo 30 litros de água. Uma torneira normal pode atingir um caudal de 10 litros / minuto.

Na cozinha:
Não lave a loiça peça a peça; junte-a e lave-a 1 ou 2 vezes por dia.
Antes de lavar os pratos, tachos, panelas ou frigideiras, limpe-os. Se necessário, deixe de “molho” os tachos e panelas.
Não lave a loiça em água corrente. Utilize a bacia do lava loiça ou um alguidar.
Use a mínima quantidade de detergente necessário para uma lavagem eficaz. Poupará água e detergente.
Se tiver máquina de lavar, não a ponha a trabalhar sem a carga completa; lembre-se que quando a liga ela consome 18 a 30 litros de água.

Na lavagem da roupa:
Uma máquina de lavar roupa consome 60 a 90 litros de água por lavagem. Use-a apenas com a carga máxima. Para pouca roupa ou peças isoladas não use a máquina.

Na rega:
Há plantas que necessitam de pouca água. Evite regá-las sem necessidade.
Se possível, utilize água de poços ou ribeiros ou mesmo água de lavagem de legumes e frutos.
Regar de manhã ou á noite, é poupar água que se perde com o calor ou o sol, ... além de ser mais adequado para as plantas.
Não lave nem regue a rua à frente da sua casa. Deixe esse trabalho a cargo das autoridades competentes.

... E além de poupar água, tenha em conta que:
Uma torneira a pingar, nem que seja um pingo mínimo, pode desperdiçar mais de 200 litros de água por dia; feche-a bem e, se estiver avariada, mande consertá-la;

Se o autoclismo, cano, etc., perderem água, procure arranjá-lo rapidamente;
Se vir uma fuga numa boca de rega ou noutro ponto da conduta, previna a Junta de Freguesia e/ou a Câmara Municipal.

O dia mundial da poesia e da floresta são dias muito importantes também...mas deixei passar o dia e hoje impera uma postagem sobre a água...um bem precioso e vital.

sábado, março 11, 2006

E de Escolhas


Escolhas fazemos nós todos os dias. Umas mais importantes que outras mas tudo parte de uma escolha. Umas que vão mudar a nossa vida, outras que ajudam a escrevê-la, outras ainda que são quase automáticas e que já nem percebemos que são escolhas.

Porque a vida é feita de escolhas. Porque não acredito num destino previamente definido, mas que se vai definindo à medida que fazemos escolhas, à medida que escolhemos um caminho e não outro. A vida é uma estrada cheia de cruzamentos e, em cada um deles, temos de escolher um caminho que terá, obviamente, altos e baixos, mas que não serão os mesmos que encontraríamos se tivessesmos escolhido outro caminho.

As maiores decisões, as escolhas que realmente importam, são feitas por nós. Mas, por vezes, é tão prático deixar os outros escolher! De qualquer forma é a nossa vida e, mal ou bem, devemos decidir o que queremos e assumir as nossas escolhas, independentemente dos caminhos onde elas nos levam.

Porque podemos sempre mudar de rumo. Não podemos é apagar o passado. Mas podemos aprender com os nosso erros!

Porque temos o direito à escolha! Não devemos deixar que o façam por nós...

quinta-feira, março 09, 2006

D de Doença ou doente

O que é estar doente?


Estar doente pode ser apenas uma mera constipação ou pode ser já uma pneumonia e então há que ter bastantes cuidados.

Estar doente pode ser ter varicela, ter uma depressão ou um esgotamento. Estes últimos requerem mais cuidado.

Mas quando se chega à recta final da vida e, na mesma pessoa, se junta a doença de Parkhinson, de Alzhimer e um misto de loucura...o que fazer?

É uma doença. Isso é certo. Mas é uma doença que afecta quem a tem e todos os que lhe estão à volta. Por mais que não se queira levar a pessoa para um lar ou para onde quer que seja, a verdade é que ninguém aguenta ter uma pessoa assim em casa.

Os nervos ficam destruidos.

Podem até achar que é egoismo da minha parte falar assim...mas a verdade é que, só passando pelas coisas, conseguimos compreender verdadeiramente a situação.

Nunca pensei ver chegar a minha avó a esta situação. Ela sempre teve muitos problemas de saúde e estávamos, há muito, preparados para o trabalho que iríamos ter com ela. Só não estávamos preparados para que isso quase destruisse as nossas vidas...


O que fazer? Não há respostas certas nem erradas. Mas nós temos uma vida a construir...e a dela, mal ou bem, já quase vai passada...

Um pequeno apontamento sobre Direitos e Deveres (proposto por CP).
A liberdade de uma pessoa acaba onde começa a de outra.
Os meus direitos só podem ser respeitados se respeitar os dos outros.

Liberdade implica responsabilidade. Direitos implicam deveres.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

C de



História
Em Roma
, em Glória ao deus Saturno, comemoravam-se as Saturnais.Esse festejos eram de tamanha importância que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas saíam às ruas para dançar. A euforia era geral. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhança a navios saíam na "avenida", com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os carrum navalis. Muitos dizem que daí saiu a expressão carnevale.

A história do carnaval começa no princípio da nossa civilização, na origem dos rituais, nas celebrações da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, às margens do Nilo, há seis mil anos atrás.Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que já nas nas cavernas se distingiuia em volta da fogueira, da dança, da música, da celebração...

Foram na intenção da Deusa Isis, no Egito Antigo, as primeiras celebrações carnavalescas.Com a evolução da sociedade grega evoluiram os rituais, acrescidos da bebida e do sexo, nos cultos ao Deus Dionisus com as celebrações dionisíacas.Na Roma Antiga bacanais, saturnais e lupercais festejavam os Deuses Baco, Saturno e Pã. A Sociedade Clássica acrescenta ainda uma função política de distenção social às celebrações, tolerando o espírito satírico, a crítica aos governos e governantes nos festejos.

A civilização judaico cristã fundamentada na abstinência, na culpa, no pecado, no castigo, na penitência e na redenção renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contrários à sua realização, no séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolução imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras quando permitiu que em frente ao seu palácio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano. Como a Igreja proibira as manifestações sexuais no festejo, novas manifestações adquiriram forma: corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Estava reduzido o carnaval à celebração ordeira, de carater artístico, com bailes e desfiles alegóricos.

Depois do Egipto, o primeiro, do segundo em Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excelência resgatando o espírito de Baco e Dionisus em tese de Hiram Araújo, estudioso do carnaval e do samba, ao contar uma história que completa seu sexto milênio e que acompanha a própria história da humanidade, a história do carnaval, considerando os seus Centros de Excelência, dividida em quatro períodos: o Originário, (4.000 anos a.C. ao século VII a.C.), o Pagão, (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão ( do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX).

"Centros de Excelência responsáveis pela criação e irradiação dos modelos da festa. Cada Centro de Excelência do Carnaval, age como verdadeira usina de forças centrípetas absorvendo as culturas dos povos e de forças centrífugas irradiando os modelos de carnaval para o mundo. Os padrões de carnaval irradiados sofrem adaptações nas cidades em que os carnavais ocorrem."

from: http://www.artes.com/carnaval/historia.html
No site pode ainda encontrar-se uma cronologia desta festa a partir do trabalho original do Professor Hiran Araújo.

O carnaval foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas.

O que é o Carnaval para os portugueses?
De ano para ano multiplicam-se as cidades que, com carros alegóricos e outras folias transformaram o Carnaval português numa festa muito próxima do Carnaval brasileiro. ainda que com menos fautosidade e com ... mais roupa... porque o frio ainda aperta!
É o carnaval de Torres Vedras que, para alguns, é o Carnaval "mais português de Portugal", o de Ovar, o da Mealhada...etc.
Para quem não assiste a estes grandes desfiles, restam ainda as inúmeras festas ou bailes de máscaras que se realizam um pouco por todo o país.

O Carnaval para mim...
Eu, todos os anos, passo o Carnaval fora de Lisboa.
Passo numa pequena aldeia albicastrense (vulgo do distrito de Castelo Branco), na terra natal da minha mãe.
Durante muitos anos, foi a única festa de Carnaval nas proximidades e, nessa altura, o baile enchia. A festa ficava a "rebentar pelas costuras" e conheciam-se pessoas de muitos lados que ali se deslocavam para festejar o Carnaval.

Nos últimos anos, o número de festas na mesma altura tem vindo a aumentar bastante e, na proporção inversa, são cada vez menos aqueles que vêm de outros locais para a "nossa" festa.
No entanto, apesar de ser apenas um baile com artistas desconhecidos, é uma festa com grande valor para todos os que lá nasceram ou para os seus filhos que mantiveram contacto com o local. É a altura dos emigrantes regressarem (para além de virem no Verão) e de todos aqueles que estão espalhados pelo país tentarem juntar-se. Novos e velhos juntam-se e celebram a festa da aldeia.
Ao ponto de custar muito a quem, por qualquer motivo, não puder ir. E só não se vai se realmente não der mesmo. Senão, mesmo com muita ginástica, lá se faz o esforço.
Quando não se está lá, só se pensa em lá estar...

E para vocês, o que é o Carnaval?

Agradecimentos a CP que lembrou o tema do Carnaval para a letra C.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

B de Bolonha

O Processo de Bolonha visa a construção de um Espaço Europeu do Ensino Superior que promova a mobilidade de docentes, de estudantes e a empregabilidade de diplomados.

Países membros
Espanha
Estónia
Ex-República Jugoslava daMacedónia
FederaçãoRussa
Finlândia
França
Grécia
Holanda
Hungria
Irlanda
Islândia
Itália
Letónia
Liechtenstein
Lituânia
Luxemburgo
Malta
Noruega
Polónia
Reino Unido
RepúblicaCheca
Roménia
Santa Sé
Sérvia eMontenegro
Suécia
Suíça
Portugal
Turquia

Declaração de Bolonha I
Em Junho de 1999 os Ministros da Educação de 29 Estados Europeus, entre
os quais Portugal, subscreveram a Declaração de Bolonha que contém, como objectivo claro, o estabelecimento, do Espaço Europeu de Ensino Superior, coerente, compatível, competitivo e atractivo para estudantes europeus e de países terceiros.

Declaração de Bolonha II
Em função deste propósito foram identificadas seis linhas de acção:
• Adopção de um sistema de graus comparável e legível;
• Adopção de um sistema de ensino superior fundamentalmente baseado em dois ciclos;
• Estabelecimento de um sistema de créditos;
• Promoção da mobilidade;
• Promoção da cooperação europeia no domínio da avaliação da qualidade;
• Promoção da dimensão europeia no Ensino Superior.

Bolonha em Portugal
Na medida da necessária assumpção repartida de responsabilidade na
implementação deste processo por parte do Governo, Administração e Instituições de Ensino Superior estamos a proceder a profunda discussão, a nível nacional e também a nível parlamentar, do conjunto de acções a realizar, das quais destacamos:
- Consolidação do sistema europeu de transferência de créditos (ECTS),
- Concretização do sistema de reconhecimento de graus académicos com a emissão gratuita do Suplemento ao Diploma em língua Europeia profundamente utilizada;
- Adopção de uma estrutura de grau baseada essencialmente em dois ciclos.

Processo de implementação de Bolonha a nível nacional III
- Promoção da mobilidade de estudantes, de docentes e de pessoal não docente;
- Adopção de medidas de promoção efectiva da dimensão europeia do
ensino superior;
- Sistema nacional de avaliação e acreditação do ensino superior;
- Adopção de medidas que fomentem a participação dos estudantes em todas as fases de implementação do Processo, incluindo a criação de condições efectivas de estudo e de vida, garantes da possibilidade de conclusão dos cursos ou estudos em tempo razoável, sem obstáculos associados à condição económica ou social dos estudantes;

Processo de implementação de Bolonha a nível nacional IV
a. Adopção de medidas e programas necessários ao reforço da atractividade do ensino superior europeu, nomeadamente reforçando a política de concessão de bolsas de estudo a estudantes de países exteriores ao espaço europeu, sempre na observância rigorosa de qualidade e valores académicos;
c. Adopção de medidas que enriqueçam a contribuição do ensino superior na concretização da Aprendizagem ao Longo da Vida, nomeadamente fazendo uso do sistema europeu de transferência de créditos ECTS na valorização profissional.

Estas e outras informações em:
http://www.territorio.pt/plano_accao_mces.pdf

Contudo, a questão que se impõe é: como o processo de Bolonha vai afectar, na prática, os estudantes ? Principalmente, aqueles que se encontram na Universidade...

  • Como ficarão os seus cursos?
  • Com que grau ficarão?
  • Terão dificuldades em acabar o curso devido a cadeiras a mais ou a menos?
  • Como serão vistos no espaço europeu?

Os estudantes estão à espera de explicações. E esperam que Bolonha seja, realmente, uma mais valia para todos.

O B de Bolos sugerido por CP também não era má ideia mas achei que a declaração de Bolonha estava mais na ordem no dia e é algo que me afecta directamente, uma vez que sou estudante universitária.

Contudo també falo dos Bolos - gosto mas não é nada que aprecie assim muito. E vocês?


quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A de Amor

imagem de http://www.laurapoesias.com/poesias3/amor_e_fogo_que_arde.htm

Amor é fogo que arde sem se ver
Luis Vaz de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

É assim o amor. Tão diferente, tão contrário, tão cheio de alegrias e ao mesmo tempo de tristezas. Camões tão bem o soube descrever.

A todos os que amam.
A todos os que um dia tiveram uma história de amor que não teve fim. Que ficou perdida no tempo. Que continua num cantinho da nossa cabeça e do nosso coração mas que já faz parte do passado.

Porque a vida continua.

E nós também.

Alfabeto

A partir de hoje irei escolher uma palavra para cada letra do alfabeto e irei falar sobre ela.
Aceitam-se sugestões e esperam-se comentários!

domingo, fevereiro 05, 2006

Castells, a tecnologia e Portugal no DN online.

No caso português (ou da Catalunha), a chave passa pela educação.
"Portugal tem um contraste entre um sector pequeno muito moderno, em termos culturais, tecnológicos e de competividade. Mas a maioria não está só na idade industrial, mas mesmo numa sociedade agrária. O mais importante na sociedade informacional é a educação. Temos uma população não educada. É necessário mudar isso para viver numa sociedade em rede", afirma Castells.
Diz o DN online.

Pois é. O desenvolvimento passa pela educação. Já todos sabem mas os nossos governantes investem cada vez menos na educação.
As universidades têm propinas cada vez mais caras e são cada vez menos "amparadas" (no caso das públicas) pelo dinheiro do governo. Têm de se auto-subsidiar e isso custa dinheiro. Menos professores bons, professores com horários sobrecarregados ou alunos que não conseguem acompanhar o aumento das despesas. Sim, porque os alunos não pagam apenas as propinas. Pagam livros, fotocópias, e outro material necessário que, muitas vezes, as universidades não têm,etc, etc, etc.

Num país cada vez mais na "cauda" será que não é altura de mudar de estratégia. Pensar que se deve investir na educação para que daqui a 5 ou 10 ano consigamos desenvolver Portugal. E entretanto aproveitar da melhor forma os recusros que temos.
Mas os governos só conseguem ver o imediato.

Apesar disso, o "choque tecnológico" proposto pelo governo é um bom principio.
A tentativa de requalificar os licenciados no desemprego, também.

Mas isso não chega.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Analógico vs Digital


foto de: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=view&id=32748

Vi uma noticia que me intrigou bastante. A Nikon vai deixar de fazer modelos de máquinas fotográficas analógicas e a Konica-Minolta vai sair do negócio da fotografia e dedicar-se à pesquisa electrónica, associada à Microsoft.
Foi apenas há 70 anos que a Nikon começou a fabricar máquinas fotográficas...e hoje as máquinas analógicas são apenas 5% das vendas. Deixaram de ser rentáveis.

É muito mais cómodo ter uma máquina digital. Retocar as nossas fotografias. Tirar centenas sem que o custo seja muito elevado. Guardar num computador ou num CD centenas de fotografias. Imprimir apenas aquelas que realmente queremos....Enfim, a verdadeira democratização da fotografia. Fácil e barato.

No entanto, não posso deixar de me questionar...não estaremos a perder a verdadeira magia da fotografia?
Aquela magia que apenas um negativo nos poderia oferecer. Uma imagem que uma caixa negra guardava dentro dela e que nos deixava em suspense até a revelarmos. Noções de fotografia, de conhecimentos de luz e outros que vamos deixar de aprender. No futuro, talvez já nem saibamos o que são.
Será que amanhã, uma explicação do que é a fotografia aos nossos flhos vai parecer uma história de encantar e não a realidade aqui tão perto?

É preciso aproveitar o futuro...mas sem nunca esquecer o passado e o que ele nos ensinou!

domingo, janeiro 15, 2006

Eu...sou eu

Ao ler uma postagem, num blog bastante interessante (http://silenciosdemim.blogspot.com) dei por mim a pensar que também eu quero ser diferente. Quero ser eu própria. Sou eu própria, ou pelo menos penso que sim...
Também eu tenho vontade de quebrar as regras e gritar ao mundo que não deve ser assim.
Também eu, por vezes, me sinto parte de uma fotografia onde o sorriso é ficticio. Também eu sinto, algumas vezes, que eu não sou eu, que sou o que os outros querem.
Na maioria das coisas, eu decido por mim. mas...e aquelas pequenas coisas que não são nada e que, quando damos conta, já são tanto?!
Queria quebrar as regras, deixar os que conheço e partir para algo diferente.
Mas ao mesmo tempo, o medo de me arrepender segura-me onde estou. Era tão bom se os outros ficassem como que supensos, parados à espera que nós voltassemos se assim o quiséssemos! Mas não, se quisermos voltar, se calhar algumas pessoas já não estarão à nossa espera. Nem têm de estar. Eu, se calhar, também não esperava.
Não se pode pedir a alguém que suspenda a vida enquanto vamos procurar a nossa. E se não voltarmos? Como se sentirão as pessoas?!
Eu...sou eu e ao mesmo tempo não me reconheço em mim.
Será que isto são meras divagações? Ou um dia terei coragem e vou perceber que até lá nunca vivi?

Quero tanto e tão pouco. Quero o mundo e quero apenas o meu cantinho.
Assim...sou eu.