sexta-feira, abril 27, 2007

;)

"O passado e o futuro não dependem do momento em que estamos; dependem do que escolhemos fazer."

Richard Bach

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril

Se acham que no tempo de Salazar é que era bom, então lembrem-se de um tempo em que não podiam exprimir-se livremente, estar com os amigos à vontade, um tempo em que podiam ser presos e torturados pelas ideias que defendiam.
Depois tornem a pensar se esse tempo era assim tão bom...

segunda-feira, abril 23, 2007

Eu cá prefiro ser feliz...

quarta-feira, abril 18, 2007

Realidade

"A realidade é sempre uma coisa muito violenta. Ou porque é muito monótona, ou porque é muito pesada, ou porque não é nada daquilo que nós tínhamos imaginado." Margarida Rebelo Pinto, Tabu (Sol), em 14/04/2007

terça-feira, abril 17, 2007

Não pode ser verdade!

Nem queria acreditar quando ouvi a notícia de que na Universidade de Virgínia Tech alguém tinha começado aos tiros e morto 22 pessoas (até à altura contabilizava-se 22).

Mais tarde soube-se que eram, na verdade, 32 pessoas mais o atirador que, alegadamente, se suicidou.

Se Columbine era já a imagem de um pesadelo, não só para os EUA mas também para todo o mundo, que dizer de Virgínia Tech?

Não há palavras, apenas muita tristeza e uma sensação de mãos atadas...

Mas há quem possa (e deva!) fazer algo. Já se viu que as coisas têm mesmo de mudar.
Eu e todos queremos continuar a ir para a escola, para a universidade ou para o trabalho sem pensar que um maluco vai desatar aos tiros, em Portugal ou nos EUA, o que está em jogo é a segurança.

O público já tem a foto do presumivel autor dos disparos bem como um texto sobre ele. Frequentava inglês na dita Universidade...
Ver aqui.

segunda-feira, abril 09, 2007

Páscoa...

O que é, hoje em dia, a Páscoa?

Serão as casinhas feitas de ovos de chocolate que os supermercados nos apresentam? As amendoas amontoadas em várias filas para que ninguém as esqueça? As crianças a gritar pelos ovos do Noddy ou outros? Jesus que ressucitou? (!)

Numa altura em que, tal como o Natal, o significado da quadra foi subvertido, o que resta?

Quer se acredite ou não na ressureição (aliás contestada por supostas recentes descobertas das osssadas de Cristo), a Páscoa deve ser um período de refelexão e, mais importante ainda, um período para se estar com a familia, especialmente aqueles que raramente vemos.

Para mim a Páscoa quase não tem significado. É apenas isso, um dia para estarmos com quem gostamos e pensarmos um pouco no que andamos a fazer.
Independentemente de tudo o resto....

sábado, março 31, 2007

Hoje é o dia nacional do AVC (acidente vascular cerebral)

FACTORES DE RISCO PARA O AVC:
a. Pressão Arterial: é o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8"; porém, cada pessoa tem o um valor de pressão, que deve ser determinado pelo seu médico. Para estabelecê-lo, são necessárias algumas medidas para que se determine o valor médio. (Determine sua Pressão Arterial).
b. Doença Cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. "Se o coração não bater direito"; vai ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançara cérebro, além dos outros órgãos, podendo levara uma isquemia. As principais situações em qúe isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas etc. (Determine seu Risco Cardíaco).
c. Colesterol: o colesterol é uma substância existente em todo o nosso corpo, presente nas gorduras animais; ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras.
d. Fumo: sempre devemos evitá-lo; é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco aqui citados. Acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais grosso (concentrado) ao longo dos anos (aumentando a quantidade de glóbulos vermelhos) e aumenta o risco de hipertensão arterial(Determine sua dependência ao fumo).
e.Uso excessivo de bebidas alcoólicas: quando isso ocorre por murta tempo, os niveis de colesterol se elevam; além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.
f. Diabetes Mellitus: é uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é o exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, tem AVC menos grave do que aquele que não o controla.
g. Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não impede que uma pessoa jovem possa ter.
h. Sexo: até os 51 anos de idade os homens ter maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala.
i. Raça: é mais freqüente na raça negra.
j. História de doença vascular anterior: pessoas que já tiveram AVC, "ameaça de derrame", infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC.
k. Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.
l. Sangue muito concentrado: isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa fica desidratada gravemente ou existe um aumento dos glóbulos vermelhos. Este último ocorre em pessoas que apresentam doenças pulmonares crônicas (quer dizer, por muitos anos), ou que vivem em grandes altitudes. Em ambos os casos, o organismo precisa compensar a falta de oxigênio, aumentando a produção dos glóbulos vermelhos, para não deixar "escapar" qualquer oxigênio que chega aos pulmões.
m. Anticoncepcionais hormonais: os mais utilizados são as pilulos mas o médico deve avaliar e orientar cada caso. Atualmente se acredita que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentam a probabilidade de aparecimento de AVC.
n.Sedentarismo: a falta de atividades físicas leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.(Determine seu Nível de Aptidão Física).

"Para entendermos como se combinam todos estes fatores, imaginem um cano (Tubo) por onde passa a água. Agora, vamos acrescentando lama a esta água e a velocidade da mesma começará a diminuir. A lama corresponderia aos constituintes do sangue. Finalmente, vamos colocar uns obstáculos de "cimento colante" dentro deste tubo (correspondendo as placas de aterosclerose); Logo, vamos notar que a lama vai começar a aderir a este cimento, aumentando ainda mais as dificuldades para a água passar".

Esta e outras informações em:
Saúde em Movimento
(particularmente importante ver QUANDO DESCONFIAR QUE UMA PESSOA ESTÁ APRESENTANDO UM AVC? )

Estudo: Treze em cada 100 homens vão ter um AVC até 2016
Treze em cada 100 homens e oito em cada 100 mulheres com 54 ou mais anos, a viver em Portugal, vão ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos próximos dez anos, segundo um estudo que envolveu 9.000 pessoas.
- avança o Diário Digital

Porque realmente não acontece só aos outros, pode acontecer a qualquer um.

Tenho um tio que sempre teve uma vida saudável e nem isso o impediu de ter um AVC. Não morreu, recuperou quando já ninguém acreditava mas ainda hoje (já aconteceu á cerca de 5 anos) não fala correctamente e, o lado esquedo que paralizou, já consegue andar (ainda que mais devagar) mas o braço não mexe. Escusado será dizer que teve de deixar de trabalhar, com tudo o que isso implica.

Conheço um senhor, agora com 50 anos, a quem isso aconteceu há pouco tempo. Também era saudável, não tinha doenças, não bebia e não fumava mas isso aconteceu-lhe na mesma. Não morreu mas tem de ficar o dia todo em casa sob pena de desaparecer. Já não diz "coisa com coisa" e, ainda por cima, apareceram-lhe diabetes e está agora quase cego.
Um rapaz de 20 anos, que estava perto dele no hospital, também teve um AVC e morreu. Não acontece só a pessoas de maior idade.

O pai de uma colega minha tev um AVC, entrou em coma e não recuperou. Ele já tinha problemas de saúde, bebia e fumava.

O pai de outra colega não tinha problemas, não bebia e não fumava e também desapareceu depois de um AVC.

Porque o risco é real, há que nos cuidarmos.

sábado, março 24, 2007

Alguém me explica porque é que os alunos não se interessam?

Às vezes queixamo-nos que só há conferências longe, que a nossa faculdade não organiza nada, que as coisas acontecem e não sabemos que aconteceram...enfim, um rol de coisas.

Mas será que é isto ou são mesmo os jovens que andam alienados, que consideram a universidade como algo onde têm aulas e trabalhos e não é necessário enriquecer-se fora das suas portas?

Nos passados dias 19 e 20 de Março, a Gulbenkian recebeu a Conferência Internacional "O Serviço Público de Rádio e Televisão no Contexto Internacional: A Experiência Portuguesa". Oradores distintos da sociedade portuguesa bem como de vários outros países discutiram o serviço público, o nosso e o de outras nações.
Conferências interessantes e ainda por cima GRATUITAS.

A sala não encheu, nem de meios de comuniação nem de alunos.
No dia 20 até se assistiu a uma vergonhosa quase meia sala.

Agora façam as contas, quantos meios de comunicação, quantos estudiosos da área e quantos cursos de comunicação existem em Lisboa?

Parece-me que a sala deveria ter sido pequena para tanta gente...

No site da RTP pode encontrar-se informação sobre as próximas conferências, a quem interessar, claro...

terça-feira, março 13, 2007

A Bela e o Mestre

Vi apenas um pouco do inicio deste programa.
Vi as "belas" a entrarem e os "mestres" a apresentarem-se.

  • O que leva aqueles rapazes a inscreverem-se num programa daqueles?
  • O que leva aquelas raparigas a desejarem serem chamadas de burras em frente de uma grande audiência, no estúdio e em casa?
Não saber reconhecer o Fidel Castro é triste mas quase fazer um desenho para a "bela" chegar lá não o é menos....

Pode até ter audiência mas é um programa muito triste, a julgar pelo pouco que vi no domingo...

quarta-feira, março 07, 2007

Internet, Televisão e Futuro

“(…) o audiovisual é hoje um importante espaço de reflexão das mutações das sociedades modernas. É também um espaço de experimentação e representação que produz metáforas do mundo”

Francisco Rui Cádima

A Internet começou por ser uma rede usada para fins militares e, mais tarde, para pesquisa científica das Universidades. Na guerra servia para manter os dados valiosos do governo americano espalhados em vários lugares, em vez de estarem centralizados em apenas um servidor, o que evitava que se perdessem completamente em caso de explosão de uma bomba. Nas universidades foi utilizada para trocar resultados de estudos e pesquisas entre estudantes. Foi assim que nasceu a Internet.
Estava-se ainda muito longe de se perceber o potencial desta rede.
“A Internet como hoje (a) conhecemos, com (a) sua interactividade, como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimédia, só se tornou possível pela contribuição do Cientista Tim Berners-Lee e do CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire - Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que criaram a World Wide Web, inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde académicas, interligando Universidades; a rede colectiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 90.” [1]
Depois da explosão da “bolha” e de vários fracassos empresariais no negócio da Internet, várias empresas voltaram-se para outros campos e perderam o interesse na Web. Numa época em que pouco se percebia desta nova tecnologia, os desejos e a crença num sucesso imediato deitaram a perder grandes fortunas. Tinha tudo para dar certo mas…
O que faltava era a integração das pessoas com a nova ferramenta.
Faltava tempo para se habituarem a ela e para descobrirem as suas potencialidades.

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet (02.02.2007)

continua...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

"Este livro que vos deixo..."

"Os meus versos o que são?
Devem ser, se os não confundo,
pedaços do coração
que deixo cá neste mundo."

ALEIXO, António (1969), Este livro que vos deixo..., 1.º vol., 5.ª Ed., Loulé, 1979

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Curso de Português em risco em Cambridge

O curso de estudos Portugueses está em risco na Universidade de Cambridge.

Para quem achar que faz sentido, aqui fica uma petição para tentar demover os responsáveis de tal ideia.
http://www.petitiononline.com/portsACP/petition.html

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Que lugar para a "caixinha mágica"?

No ano de 2007 muitas questões se põem à televisão da nova era...era da Internet ou de algo mais do que isso, algo cuja identidade se revela numa súmula de plataformas, não no multimedia mas no multiple media, como refere Northdrup.

A Televisão já não pode ser entendida como estando sozinha no mercado. Já não é hegemónica e está, rapidamente, a perder terreno para o novo meio de comunicação. O pequeno ecrã passou a rivalizar com a Internet pela atenção dos espectadores. Entre o telejornal, a novela e a série já o espectador ficou a saber o que se passa no mundo e já viu aquele episódio perdido, o novo que ainda não estreou ou, simplesmente, aquele vídeo caseiro tão engraçado nas páginas da web.

A publicidade está a fugir para a rede e isso põe em causa a sobrevivência de outros meios de comunicação. Não será para já...mas eles poderão vir a colapsar. No mínimo, sofrerão grandes alterações e há que saber lidar com elas. Os anunciantes estão à beira de um ataque de nervos mas os programadores já perderam os cabelos. No meio de tudo isto, espera-se que as novas gerações aprendam com as anteriores e com todo o conhecimento disponível de modo a que a caixinha mágica possa ter um futuro.

E, já agora, que ele não seja negro.

Este e outros textos sobre Televisão em:
http://acaixinhamagica.blogspot.com/

"Figuras femininas da ficção nacional não reflectem lado profissional"

O papel das mulheres na ficção portuguesa continua a estar dominado por ideias feitas. Mesmo quando as figuras femininas surgem em funções de chefia, o aspecto profissional da sua vida é abafado pelo enredo amoroso. Quem o defende é Felisbela Lopes, professora universitária e investigadora na área dos média. "Não vejo em Portugal a profissão a reflectir-se na vida da personagem feminina. Os papéis são estereotipados e quando tentam fugir ao lugar comum parece que não o conseguem fazer".

Na novela "Tempo de viver" (em exibição na TVI), por exemplo, assim que uma mulher tomou o comando dos negócios, antes geridos pelo marido, fez-se logo notar a diferença. "Ela não parece tão activa, fica aquém da capacidade interventiva que tinha a figura masculina". O que quer dizer, no ponto de vista da professora universitária, que o seu papel vai servir o estereótipo da condição feminina.

Felisbela Lopes encontra o contrário na novela brasileira "Páginas da vida" (em exibição na SIC), da TV Globo. "A mãe adoptiva é médica obstetra e esse facto justifica todas as suas opções". A personagem da fotógrafa é outro "bom exemplo" da relação profissão e vida quotidiana. O que faz para "ganhar a vida altera o seu dia-a-dia".

"Em Portugal, a história parece sempre pensada em função do enredo amoroso, como se as mulheres só corressem à procura do amor, parece que vivem só em função das questões sentimentais".

Texto do Jornal de Notícias, pode ser visto no seu todo, aqui.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Falta de iniciativa ou asfixia de toda a iniciativa?

Um dia em conversa com uma pessoa, falámos sobre a falta de iniciativa. Particularmente sobre a falta de iniciativa dos jovens.

É bem verdade que existe uma certa inércia nos jovens que, não só não têm iniciativa, como nem sequer se dão ao trabalho de ler as folhas afixadas e depois queixam-se que não sabem das coisas...

Mas também é verdade que os jovens que têm capacidade de iniciativa e de fazer alguma coisa, muitas vezes esbarram em pessoas que não os deixam fazer. E de parede em parede, vai-se perdendo a força...

No meu curso, o estágio é obrigatório. Sem ele o curso não está acabado e não há licenciatura para ninguém... Por isso é nomeado um coordenador da variante (que assina as cartas de pedido de estágio e mais nada), quem procura é a comissão de estágios constituida por alunos.
Por causa de Bolonha, as mesmas áreas irão ter coordenadores distintos conforme os anos... o que já de si dificulta mas vamos tentar trabalhar em conjunto...
Disse ao coordenador da minha variante que queria fazer uma conferência com ele e com mais três professores da casa (que dão aulas nessas variantes) para nos falarem do panorama do sector e das nossas possibilidades bem como eventuais locais de estágio que quem não está no meio nem sempre se lembra. Todos os alunos com que falei se mostraram entusiasmados com a ideia e acham que isso já deveria ser feito há muito tempo...

Eu também não percebia porque não se fazia uma coisa tão simples com uma conferência cujos oradores até são da casa e que, alguns deles, estiveram todo o dia no encontro sobre televisão mas não conseguem dispensar duas horas para tirar dúvidas aos alunos.
O coordenador disse-me que podia ser às 10h00 (!!!! lembrei-lhe que a essa hora tínhamos aulas!!!!), ou então entre as 17h30 e as 18h00...ou seja, dava-nos meia hora (que, obviamente não chega) e ainda parecia que nos estava a fazer um grande favor...

Agora eu pergunto-me: mas não é também dever da universidade orientar os seus alunos e ajudá-los na fase de entrada do mercado de trabalho????
Acho que devia ser. Eu só queria 2 horas do tempo dos senhores... e foi logo o coordenador (quem, supostamente, deveria estar mais preocupado em nos esclarecer...) que nos deu estas respostas...

No mesmo curso, na Covilhã, o estágio não é obrigatório para a conclusão da licenciatura. No entanto, o coordenador do curso esforça-se para arranjar um estágio profissional para os seus alunos (em lugares onde possam vir a ficar). Não precisava pois o estágio não está incluido no curso. Mas fá-lo porque se preocupa com os seus alunos e quer ajudá-los a trilhar um caminho que começaram na universidade... No meu curso é obrigatório e nem para uma conferência o coordenador arranja tempo...

De parede em parede, vamos perdendo a força...

Se calhar até há muitos jovens com espirito de iniciativa mas que já perderam a vontade de lutar... ou estão a recuperar forças depois dos golpes que levaram de onde nunca julgaram possível...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Um comentário a favor do NÃO que achei importante apresentar também na página inicial

(Porque acho que uma opinião contrária à minha não é, necessariamente, errada e porque o mais importante é que as pessoas votem e que o façam com consciência e o mais informadas possível)

Comentário de Pedro Jerónimo em 21/12/06 16:22

"Cara Ana Luisa, eu sou de opinião contrária e no próximo dia 11 de Fevereiro vou votar NÃO. Porquê? Porque sou pela VIDA.

«Porque é que a vida de um ser que ainda não nasceu tem de ser mais importante do que a vida de quem o traz no ventre?»Não se trata de ser mais importante ou menos importante, a defesa da vida é o ponto fulcral. Neste caso, fica a ressalva de que quem está no ventre não se pode manifestar, ou seja, vamos só dar voz a que a tem?

«Quando a mulher decide abortar há uma morte, a do bebé, porque é que têm de haver duas, a do bebé e a da mãe quando corre mal?»E porque não, não haver nenhuma?

«Porque, não basta já o trauma de ter abortado, a mulher ainda tem de morrer ou, muitas vezes, ficar com graves sequelas para a vida?»E as sequelas que ficam nas que abortam. Acha que conseguem dormir tranquilas sabendo que privaram alguém da VIDA?

«Defendo o DIREITO À ESCOLHA!»Concordo, direito, e dever, de defender a VIDA.

«Acho que o aborto é uma decisão muito séria e que não deve ser tomada de ânimo leve.»Também sou da mesma opinião.

«Não concordo com mulheres que fazem do aborto uma prática contraceptiva mas será que, por causa delas, todas as outras têm de correr risco de vida porque alguém decidiu que não é legitimo abortar?»Também concordo que não deve ser uma prática contraceptiva, mas acha que o aborto clandestino acabará caso vença o “sim” no referendo? Muitas vezes ele efeito por vergonha e, por isso, às escondidas. Por outro lado, acha que doentes que aguardam há anos por uma operação, continuem a ser privados da mesmo só porque alguém decidiu abortar e, por isso, lhes passará à frente?! Como contribuinte não quero “patrocinar” isso! No sentido oposto, e após já se ter verificado que a taxa de natalidade no nosso país é baixa, o Governo do sr. Sócrates prefere financiar a morte, ao contrário da VIDA e das mulheres que pretendem dar à luz. Para tal, têm que se deslocar à vizinha Espanha, acarretando elas próprias com as despesas! Isto é que é promoção à natalidade?! Pegando precisamente na propaganda do engenheiro Sócrates ao “sim”, uma questão se coloca: “Sr. Primeiro-Ministro, é assim que pretende manter-se no comboio da Europa?! Quer despenalizar o aborto, por outro lado continua a contribuir para uma baixa taxa de natalidade! No mínimo contraditória esta política, não?!”

«Será legitimo então ter a criança e abandoná-la num caixote do lixo ou ficar com ela e nunca lhe dar amor? Isso é melhor? Não me parece.»Pois, a mim também não me parece que o caixote seja a melhor solução, até porque existem milhares de famílias desejosas por adoptar uma criança. Tenho uma amiga que foi abandonada pela mãe à nascença e que foi adoptada imediatamente. Diz ela que foi mais amada durante estes trinta e tal anos de vida, que muitas crianças, filhas de pais biológicos!

«O chato é que, muitas das pessoas que defendem o não, se tivessem de fazer uma aborto, se calhar até faziam mas, se tivessem dinheiro, iriam fazê-lo fora do país. Ora...porque é que só quem tem dinheiro deve ter qualidade de vida? O estado-providência foi criado para defender os cidadãos...e ainda acredito nisso!»Pois, cada a caso é um caso e é muito provável que isso aconteça, agora, pegando no “estado-providencia” e na defesa dos cidadãos, essa protecção não devia de começar no ventre? E porque é que – na linha da resposta atrás – eu tenho que pagar, como contribuinte, um aborto? Quem espera por um tratamento/operação no público tem que se sujeitar a esperar, mas as mulheres que querem abortar não, passam à frente? São elas mais que alguém? Quem é o Estado para decidir que esse procedimento é prioritário em relação a uma pessoa que, por exemplo, aguarda por um transplante? Repito: Eu não quero financiar isso, é por esse motivo, que irei votar NÃO.

As opiniões valem o que valem e, apesar de ter uma contrária, acho muito útil este tipo de debates. Há falta deles, aliás. Muitos jovens, com poder de voto, se calhar vão exercer o seu direito no próximo dia 11 de Fevereiro, sem o mínimo de consciência… Isso sim é que está mal."

terça-feira, dezembro 19, 2006

"Fica a convicção que se produz mais do que a nossa capacidade de leitura. "

diz José Carlos Abrantes na sua crónica postada hoje, 19 de Dezembro, em http://osmediaenos.blogspot.com/.

Pois é, realmente cada vez mais me apercebo disso.
Quem, como eu, adora ler sabe muito bem que somos assaltados por "todos os lados" com várias capas de livros que nos saltam à vista. A sinopse aguça-nos o apetite e o nome do autor às vezes ajuda a decidir. Outras nem por isso, a estória parece interessante e isso basta se houver dinheiro suficiente para poder levar uma reliquia dessas para casa.

Sim, para mim os livros são uma reliquia. Tenho muitos livros e muitos mais teria se não fossem os constrangimentos económicos e de espaço! Já não tenho onde os meter e por isso tenho de refrear o meu apetite de comprar mais...mas de vez em quando lá tem de ser...

Um dia perguntaram-me se já tinha lido todos os livros que tenho no meu quarto...Não, não li. E certamente nunca irei ler. Mas gosto de os ter ali.

Sempre fui uma pessoa que lê a toda a hora e quando começa a ler tem de acabar o livro. Vários livros por semana ou, pelo menos, por mês eram o cardápio obrigatório para me sentir bem mas a entrada na faculdade e a enorme quantidade de bibliografia relativa às disciplinas fez-me perder a vontade de ler outros livros. Descobri boas ideias e bons autores nos livros relativos às cadeiras...mas faltavam-me os outros. Andava um pouco triste e sem vontade de ler, achava que tinha perdido o gosto à leitura...

Mas este ano está a ser diferente...tenho mais cadeiras práticas do que teóricas e a bibliografia obrigatória é mais curta (ou sou eu que já não tenha paciência para ela e encurtei -a)...
Redescobri o gosto de folhear um livro que nada tem a ver com a faculdade, o prazer de ter um livro à cabeceira com a certeza de que não vai estar ali meses como acontecia nos últimos tempos.

E quanto mais leio, mais vontade tenho de ler...de partir á descoberta e aprender coisas novas.

Não tenho tempo de ler tudo o que gostaria de ler... mas lá vou tentando deixar cada vez menos livros para trás. ;)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

SIM à DESPENALIZAÇÃO do Aborto

Porque sou pela VIDA!

Porque é que a vida de um ser que ainda não nasceu tem de ser mais imporante do que a vida de quem o traz no ventre?
Porque é que devem continuar a morrer mulheres porque um conjunto de pessoas defende a vida do bebé. Em abortos clandestinos, as mulheres encontram muitas vezes a morte. Quando a mulher decide abortar há uma morte, a do bebé, porque é que têm de haver duas, a do bebé e a da mãe quando corre mal?
Porque, não basta já o trauma de ter abortado, a mulher ainda tem de morrer ou, muitas vezes, ficar com graves sequelas para a vida? Ou ainda ser levada à barra do tribunal...

Defendo o DIREITO À ESCOLHA!
Acho que o aborto é uma decisão muito séria e que não deve ser tomada de ânimo leve.
Não concordo com mulheres que fazem do aborto uma prática contraceptiva mas será que, por causa delas, todas as outras têm de correr risco de vida porque alguém decidiu que não é legitimo abortar?
Será legitimo então ter a criança e abandoná-la num caixote do lixo ou ficar com ela e nunca lhe dar amor? Isso é melhor? Não me parece.

O chato é que, muitas das pessoas que defendem o não, se tivessem de fazer uma aborto, se calhar até faziam mas, se tivessem dinheiro, iriam fazê-lo fora do país. Ora...porque é que só quem tem dinheiro deve ter qualidade de vida? O estado-providência foi criado para defender os cidadãos...e ainda acredito nisso!

Pare para pensar...

Dia 11 de Fevreiro de 2007, eu vou votar SIM.
Sou pela DESPENALIZAÇÃO, não necessariamente pelo aborto.
Acho que deve haver lugar para a livre escolha e que, só passando por essa situação, poderia dizer com total verdade, o que faria.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Site do EXPRESSO desafia bloguers

"O meu blogue passou por aqui" é o nome do desafio que o EXPRESSO lança a partir de hoje a todos os portugueses que já estão na blogosfera. A ideia é ajudar a divulgar blogues criativos, originais, humorísticos ou satíricos.

E como? Simples. Basta que os bloguers candidatos enviem uma mensagem para o endereço sugestaoblogue@expresso.pt, onde, além da morada e do título do seu blogue, devem acrescentar uma pequena descrição do mesmo.

Os seleccionados terão direito a fazer um "post" em "O meu blogue passou por aqui", que ficará destacado durante um fim-de-semana e a manhã de segunda-feira na página de entrada do site do EXPRESSO, passando depois a estar destacado na zona dos blogues do jornal durante o resto da semana, em www.expresso.pt/blogues.

No final de cada novo texto, haverá um "link" para o endereço do blogue eleito, convidando os milhares de leitores que todos os dias passam pelo EXPRESSO a uma visita.
O conteúdo de "O meu blogue passou por aqui" não será apagado, pelo contrário, ficará arquivado e sempre disponível a todos os que olhem para a «montra» de blogues do EXPRESSO.

texto do blog do Expresso